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Dr. Victor Matsudo

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Médico do Esporte e Ortopedista. Vice-Presidente do Conselho Internacional de Ciências do Esporte - ICSSPE. Coordenador Geral do Programa Agita São Paulo & Coordenador Geral do CELAFISCS. Consultor para Área da Atividade Física da Organização Mundial de Saúde. Membro do Comite de Relaçoes Internacionais do American College of Sports Medicine.

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Entrevista para o SporTV Repórter

Alemanha Oriental inspira projeto do Brasil para descobrir talentos. Diversas áreas da ciência estão sendo usadas para verificar a genética ou a característica física dos jovens.

Em São Caetano do Sul (SP), foi criado um método de descoberta de talentos do esporte reconhecido internacionalmente. A ideia foi de Victor Matsudo, membro da Comissão de Detecção de Talentos do Comitê Olímpico Internacional, um médico que garante conseguir enxergar potenciais campeões através de fórmulas matemáticas.

O método, chamado de "Estratégia Z", foi inspirado na antiga Alemanha Oriental, país que mais ganhou medalhas por habitante em toda a história dos Jogos Olímpicos. Na época, por lá eram realizadas sistematicamente medições de peso, altura, salto e velocidade. Com elas, o governo selecionava os atletas, De um grupo de 100 mil pessoas, eram formados dez atletas olímpicos.

  • O índice Z é igual ao resultado que você tem do seu filho (por exemplo): ele salta 44cm menos a média da população, que vamos dizer que seja 40cm. Dividido pelo desvio padrão de quanto a população salta. Esse desvio padrão mostra em média quanto as pessoas se afastam da média. Vamos dizer que seja igual a 4 (44-40 = 4). Dividido por 4, Z é igual a 1. Esse Z igual a 1 significa que o seu filho tem um desvio padrão acima da média da população - explicou Victor Masudo.

Entretanto, para ser um atleta de ponta, um índice de Z igual a 1 pode ser pouco para ser um atleta de ponta de nível internacional.

  • Nós sabemos que para ser o talento do bairro, o Z de 1 resolve. Para ser um talento no estado, um Z de 2 resolve. Para ser um talento nacional, um Z de 3 resolve. Mas para você ser um talento de nível internacional, nas variáveis-chaves de aptidão física, por exemplo a impulsão vertical no voleibol, esse Z tem que ser de 4 ou mais. Com Z de 4, começa a ficar difícil encontrar alguém melhor do que ele naquela situação - completou Matsudo.

Hortência: craque do basquete descoberta aos 12 anos (Foto: Gaspar Nóbrega)Hortência: craque do basquete descoberta aos 12 anos (Foto: Gaspar Nóbrega)

Em 1974, Hortência participava de uma olimpíada colegial. Os organizadores, entre eles Masudo, começaram a perceber que havia uma garota que, em uma faixa de idade em que os placares no basquete terminavam 10 a 10, conseguia fazer 12, 14 pontos com apenas 12 anos. Era algo fora dos padrões.

- O Z dela era 4 para velocidade. De agilidade, ela tinha um Z de 3,8. Ela é muito veloz e muito ágil. E, para terminar, ela apresentava uma impulsão vertical que era um Z de 8. Um resultado extraordinariamente acima da média. Está marcada, está bloqueada. Mas aí a Hortência liga o elevador dela. Ela vai subindo, subindo e a marcadora pode subir, mas não vai saltar mais do que ela nunca.

Clique aqui para ver a entrevista completa.

 

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